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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Censo 2010 -Multa por não responder

Imagine ouvir 23 vezes a palavra "não" em uma única manhã de trabalho. Frustrante? Pois esse foi o número de negativas contabilizado por duas recenseadoras do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Capital, na última semana.

A 21 dias do fim da coleta de dados do Censo 2010, a dificuldade de acesso a milhões de domicílios brasileiros se transformou em um teste de resistência para quem, como elas, tem a missão de compor o mais completo retrato demográfico já produzido no país.

Confira, em vídeo, as principais dificuldades enfrentadas por uma recenseadora na Capital.

Ao todo, só no Estado, 168,3 mil lares visitados pelos pesquisadores permaneciam inacessíveis até quarta-feira. Para retratar os obstáculos enfrentados pelos funcionários do IBGE, Zero Hora seguiu os passos de duas obstinadas: as recenseadoras Isabel Weschenfelder, 44 anos, e Flavia de Sousa, 38 anos.

Mãe de dois filhos, casada há 26 anos, Isabel é conhecida entre os colegas como a mulher das "causas impossíveis": sem titubear, ela aceita recensear residências que outros pesquisadores tentaram, tentaram e não conseguiram. Há 10 dias, recebeu a tarefa de visitar outras 170, na Rua Duque de Caxias, no Centro.

— Um rapaz tentou terminar esse setor antes de mim, mas não conseguiu. Eu gosto de desafios. Não tenho medo de cara feia - diz.

Formada em Turismo, Flavia tem muito de Isabel - embora não a conheça. Ela é responsável por esquadrinhar 401 habitações de classe média no bairro Santana. Já ouviu ofensas de todo tipo, mas segue firme no propósito de cumprir seu papel:

— Passamos por situações que as pessoas nem imaginam. Seria bom se todos ajudassem.

A maior parte dos problemas envolve má vontade de síndicos e porteiros e relutância de moradores. Mas também há outros entraves: em centenas de casos, é quase impossível localizar o recenseado em casa, mesmo voltando diversas vezes.

— O curioso é que os maiores empecilhos têm aparecido nos bairros onde pensávamos que seria mais fácil, de melhor nível de vida — diz o chefe da unidade estadual do IBGE, José Renato Braga de Almeida.

Para ajudar a reverter a situação, o Sindicato da Habitação (Secovi/RS) está incentivando síndicos e condôminos a facilitarem o trabalho. Até a metade deste mês, o IBGE pretende apresentar um balanço dos locais mais problemáticos e investir em um mutirão para garantir que o índice de domicílios fechados não ultrapasse 0,5% dos 58 milhões de lares estimados no país. A meta é uma só, e nada modesta: chegar a todos os cantos do país.

Tire as suas dúvidas

Sou obrigado a responder o censo?

Sim. A Lei nº 5.534, de 14 de novembro de 1968, obriga a prestação de informações estatísticas.

Se eu não responder ao censo, posso sofrer alguma punição?

De acordo com a Lei nº 5.564, de 14 de novembro de 1968, a "não prestação de informações nos prazos fixados" gera multa de até 10 vezes o maior salário mínimo vigente no país.

Como posso ter certeza de que a pessoa é do IBGE?

Verifique se ela veste o colete azul do IBGE e e se está portando um computador de mão do instituto. Confirme o nome e o número da matrícula ligando gratuitamente para o número 0800 721 8181 ou consultando o site www.ibge.gov.br/censo2010/recenseadores.php

Posso responder pela internet?

Sim. Mas primeiro você terá de ser visitado por um recenseador. Ele lhe entregará um envelope com o código de acesso e o endereço eletrônico.

O recenseador precisa entrar na minha casa?

Não. Se você preferir, pode responder do lado de fora de casa ou marcar com ele em outro lugar, em qualquer dia e horário.

Como posso ter certeza de que o IBGE não repassará minhas informações a terceiros?

Por lei (decretos nº 74.087 e 73.177), o IBGE é obrigado a garantir o sigilo das informações individuais coletadas.

Quase nunca estou em casa, mas quero responder o censo. O que devo fazer?

O recenseador é orientado a ir pelo menos três vezes a cada domicílio, em horários diferentes. Se não encontrar ninguém, ele deixará uma carta com seus telefones ou um cartaz. Basta fazer contato e marcar a entrevista.

Os argumentos de quem não responde

Para descobrir por que alguns gaúchos se recusam a responder ao Censo 2010, Zero Hora visitou, entre terça e quarta-feira, sete endereços na Capital onde os recenseadores não haviam conseguido aplicar os questionários. Falta de tempo, desconhecimento e desconfiança apareceram como os principais motivos.

A primeira parada foi na Rua da República, Cidade Baixa, onde o recenseador Luiz Fernando Espasandin, 51 anos, ouviu de um morador que não precisaria retornar. A reportagem voltou ao local e bateu à porta de um aposentado de 70 anos. Ele explicou a razão da recusa:

— Não posso estar à disposição o tempo todo, por isso falei que não responderia. Posso até mudar de ideia, mas só respondo o que quiser.

Quinze minutos depois, o recenseador fez uma última tentativa. O morador disparou:

— Por que o senhor quer saber todas essas coisas, afinal?

Luiz Fernando falou da importância do censo e começou o questionário, mas ele, ainda desconfiado, não gostou da pergunta sobre sua renda:

— Estão querendo saber demais. Isso eu não falo de jeito nenhum.

O mesmo tipo de preocupação incomoda a pensionista Maria Célia Grillo Bittencourt, 86 anos, que mora no bairro Santana:

— Tenho direito à privacidade. Nem meus filhos sabem quanto eu ganho, por que preciso contar para essa pessoa? — disse ela, complementando que, se for procurada novamente, aceitará participar, mas responderá apenas o que "achar adequado".

Outros dois moradores procurados por ZH no bairro Rio Branco limitaram-se a falar pelo interfone. Um deles negou que tivesse se recusado a responder. O outro disse que o problema era o recenseador. Em outros três locais, ZH não foi atendida.

A respeito das preocupações levantadas, o supervisor de informações do IBGE no Estado, Ademir Koucher, esclarece:

— Todas as informações prestadas têm garantia total de sigilo. As pessoas podem responder sem medo.

2 comentários:

  1. Olha sei bem o que é isso, sou supervisora de Limeira SP e agora na reta final temos q ir nessas casas "fechadas", e o povo não responde desliga o interfone no meio da entrevista, um dia desses até chorei na frente de um prédio, era um dia de sol de rachar e a senhora reclamando que tinha acabado de tomar banho e não poderia me atender, mas era só 5 minutos ai disse que eu voltasse depois ,mas eu nã moro na esquina de cada residencia pra voltar 30 vzs na mesma casa né?!

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  2. Pois é...e que dar para perceber é que em pleno seculo XXI ainda encontramos pessoas mal informadas sobre o censo,não sabem ou figem que não sabem a importância que tais informações tem para o país...é um absurdo ouvir pessoas dizerem que não sabem o que é o censo,mesmo depois de ser tão divulgado!Enfim,esse é o nosso Brasil um país totalmente ignorante e sem cultura,prejudicado pelo proprio povo.Boa sorte em suas tentativas supervisora,volte sempre ao blog,um abraço

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